Gostava que voltássemos a tentar, gostava que tudo fosse diferente, que conseguisses pensar nas partes más da nossa relação como uma maneira de, desta vez, fazer tudo diferente, tudo melhor. Mas como é que isso poderá acontecer? Como se já nem sentes o mesmo por mim que sentias?
A verdade que me deste hoje magoou-me, desiludiu-me; em dois meses conseguiste por 11 para trás.
Nem tentaste dissuadir-me hoje, ao telemóvel, para não deixar de falar para ti, como eu te disse, nem tentaste nada. É óbvio, que qualquer um no teu lugar, se já não amasse, não tentaria nada. Claro. Mas pelo menos gostava que tivesses sido mais sincero nisto: nós não resultamos, não só porque tens medo que voltássemos ao mesmo, mas porque não sentes o mesmo por mim. Esta é a verdade nua e crua, e que me dói tanto.
Um dia disseste: 'o amor vence tudo'. Andávamos a pouco tempo, mas eu confiei em ti e acreditei que isso era verdade. Mesmo com a distância, as coisas estavam a resultar. E eu ainda acredito, que isto seja verdade, quando há amor. Quando já não o há, como no teu caso, claro que as coisas não resultam. Claro que nem vale a pena tentar.
Não podes continuar a tratar-me como uma marioneta que possas brincar com os sentimentos e deitar fora quando te apetece. Já me rebaixei demasiado por ti. Se não queres, não dês esperanças e não inventes desculpas. Ao menos tem o mínimo de decência e maturidade para ser sempre sincero.
Está mais que na hora de te esquecer, de pôr tudo no passado e seguir em frente. Já ando a dizer isto há muito tempo, mas a verdade é que não estou preparado. Mas depois da conversa de hoje, é o melhor para mim. Desejo-te toda a felicidade do mundo, e que, na tua próxima relação, não faças juras de amor como me fizeste quando não as podes cumprir.
Deixo aqui um adeus doloroso e a promessa de que, um dia, serei eu a dizer que já não sinto o mesmo por ti.
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